Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Vencedor Passatempo de Natal SAPO

Rosy Mery Freire Galvão

 

 

O Sapo em:

 “O natal pelo mundo”

Tudo começou na véspera de natal …o Sapo um menino muito mimado vivia cercado de luxo, tinha tudo o que sempre desejava. Ele vivia cercado, no seu mundo e nunca ninguém ensinou-lhe á partilhar, ele nem imaginava que no mundo milhões de crianças desejavam ter as migalhas que sobravam da sua mesa para ter um natal com pouco, mas feliz.

 

Até que nessa noite, véspera de natal uma voz murmurou baixinho, na escuridão do seu quarto, dizendo: “que no mundo tu viajes, que no tempo tu vejas, que no espaço tu sintas, nesse natal nada será igual”. Dito isso, uma luz enorme iluminou todo o quarto e num estrondo, o Sapo acordou, e viu-se longe de casa. E muito assustado ele perguntava a si mesmo “onde estou?”. Nesta noite ele encontrava-se longe de casa…e de novo a voz falou “estas longe de casa, espera e verás, hoje conhecerás o mundo em quatro natais diferentes…”. Com muito medo, o sapo num abrir e fechar de olhos, viu-se numa rua qualquer, deitado num papelão, frente a uma lareira improvisada na companhia de várias crianças famintas e cheias de frio. Era um país qualquer como outro qualquer no continente Europeu, onde as pessoas eram indiferentes a tanta pobreza, e o mais incrível é que essas crianças dormiam a porta de uma das maiores lojas de comida desse país, mais ninguém notava que aquelas crianças ali, só queriam um pedaço de pão para matar a sua fome. Muito triste com tudo o que havia visto, o sapo não se conteve, e dos seus olhos escorreu sem querer uma lágrima solitária, e antes que o nosso amigo Sapo pode-se fazer alguma coisa foi de novo transportado para bem longe, para um outro país bem longe dali, um país do continente Americano, de novo estava num lugar qualquer…e muito espantado, viu-se dentro de uma fábrica de brinquedos. Ficou feliz ao ver a fabrica, pois era dali que vinham todos os seus brinquedos, mas observando melhor notou que quem fabricava os seus brinquedos eram crianças que tal como ele não deveriam estar ali, a trabalhar, em plena véspera de natal, e sim deveriam estar em casa a brincar com os brinquedos que elas mesmas fabricavam. A choramingar baixinho o sapo lamentava cada vez mais tudo isso. E de novo envolto em mágica viajou até o continente Asiático, onde as coisas eram um pouco mais diferentes, em alguns lugares á família era a base de tudo, e mesmo não tendo muita coisa davam muito valor as crenças…mas nem tudo era bom, ali escondido haviam crianças que viviam no frio dos becos estreitos das grandes aranhas céus, passavam frio e fome, mesmo vivendo á meio de tanta riqueza.

 

Dessa vez, á lágrima que corria na face do Sapo não era solitária, pois tinha companhias…e de novo o Sapo viu-se em outro lugar, agora no continente Africano, onde tudo era lindo, as paisagens, os animais, a cultura e as crenças…pois bem, ali mesmo passavam na frente dos olhos do Sapo as cenas mais tristes que um ser humano poderia presenciar…era fome, doenças, guerras e mortes...

 

O Sapo também presenciava ali um dos pedidos mais honestos que em toda a sua vida nunca precisou pedir, ele via-se perante uma criança, que pedia amor e carinho, pois não se importava com os bens matérias, visto ter perdido muito cedo os pais, que a si só deixaram de herança a maldita doença que faz com que ela hoje seja rejeitada por todos.

 

Visto isto o Sapo já não se conteve em choros…chorou, chorou, chorou…até acordar de novo em seu quarto.

 

Ainda era véspera de natal, e o Sapo decidiu não ficar indiferente a tudo o que tinha presenciado naquele dia, e pensou para consigo mesmo “EU NÃO POSSO MUDAR O MUNDO, MAS POSSO TENTAR”. Naquela mesma noite o Sapo desceu as escadas, correu pela sala, pegou nos milhares de presentes que havia recebido e nas inúmeras refeições á mesa. Carregando nos braços tudo o que podia, andou até a porta principal de acesso a rua, chamou pelos vizinhos e pelas crianças, as quais nunca soube o nome, mas que dormiam na calçada da sua rua. Entregou-lhes os presentes e a comida, e sem hesitar convidou-os á entrar para se aquecerem perto á imensa lareira na sua sala.

 

O Sapo sentiu algo inexplicável, uma sensação no coração que formigava as mãos, apertava o coração e fazia-lhe sorrir sem razão.

E assim o nosso querido amigo Sapo, aprendeu uma das maiores lições da vida, aprendeu a dar sem esperar nada de volta, aprendeu a partilhar e a ter imenso respeito pelo próximo.

E nesse natal recebeu o maior de todos os presentes…a GRATIDÃO, e o seu natal nunca mais foi o mesmo.

 

 

 

Obrigado a todos os que participaram, recebemos contos muito giros!

publicado por mifona às 08:40
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